Brasileiros seguem firmes no mercado de desenvolvimento de games

Entre os dias 28 e 29 de janeiro será realizado, no Rio de Janeiro, o evento “Joga Brasil” com objetivo de promover os games criados por brasileiros, tantos os inéditos quanto aqueles que já estão no mercado há mais tempo.

O mercado de games no Brasil vem se desenvolvendo bastante nos últimos anos, mas ainda existe muita oportunidade. Um exemplo disso é o Critical Studio, escritório brasileiro que recentemente fechou contrato com a Paradox, publisher de games sueca famosa entre os fãs de jogos de estratégia.

O designer e artista conceitual do Critical Studio, Daniel Lustosa, outrora membro deste blog, fala um pouco sobre o desafio deles e do mercado de uma forma geral.

Garatuja: como você vê o crescimento desse mercado de desenvolvimento de games no Brasil?

Daniel: Bom, a industria nacional ainda esta muito no inicio. Ainda não temos referencias por aqui e todos ainda estão experimentando formatos de produção, gestão, etc..

G: quais são os principais desafios enfrentados atualmente pela empresa de vocês?

D: Com a crise q rola o Brasil tem se tornado cada vez mais interessante para publishers lá de fora. Pra mim, a maior dificuldade é achar pessoal capacitado. Os cursos de formação ainda estão iniciando e ainda não acertaram um formato que forme um profissional que realmente seja apto para o mercado. Além dos problemas que atingem todos que se aventuram em montar seu proprio negocio: Impostos altos, falta de incentivo,…

G: qual é o perfil de profissionais que vocês têm tido dificuldade de encontrar?

D: Vou citar um exemplo que passamos aqui na Critical Studio: estávamos caçando um artista para fecharmos a equipe de arte. Da galera que entrevistamos, 90% não tinha experiência com game mas tem um trabalho de ilustração muito bom. O cara que já desenha profissionalmente e com anos de experiência em ilustração não necessariamente se adapta com a produção de arte para games. Acaba que o diferencial pra vaga de artista é se o cara esta antenado no mundo dos games do que necessariamente desenha muito bem. Já tivemos aqui artista fora de serie e que não se adaptou e pegamos outro que tem um trabalho menos maduro mas saca muito de games.

G: como você acha que a galera interessada pode se aperfeiçoar para entrar nesse mercado?

D: As pessoas que vêm aqui e despertam nosso interesse em chamar para trabalhar conosco, normalmente são pessoas que resolveram fazer projetos pessoais com games. Programadores que fazem seus joguinhos em casa, artistas que criam um set de personagens para jogos que eles imaginam. Enfim, pessoas que estão interessadas e buscam o conhecimento com a experimentação. É assim que a industra de games hoje se comporta. Todos ainda procurando um modelo e experimentando e vendo o que da certo e o que da errado.

Mais informações sobre o evento clique aqui. Para saber mais sobre a parceria do Critical Studio com a Paradox clique nesse link.

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