Breve histórico dos jornais eletrônicos

De quinze anos para cá, em diversos países, em decorrência da popularização da Internet, os hábitos de leitura da população vêm sendo alterados continuamente. Cada vez mais, as pessoas têm acesso a informações que antes estavam restritas a comunidades específicas.

Os jornais eletrônicos são apenas um exemplo de como ficou mais fácil saber o que está acontecendo ao redor do mundo. Atualmente, sem as barreiras físicas, qualquer indivíduo pode acessar o website de qualquer jornal, no mundo inteiro, com apenas alguns caracteres digitados na barra de endereços de seu navegador.

O primeiro jornal eletrônico online foi lançado no ano de 1994 em Palo Alto, no estado da Califórnia, nos EUA, e se chamava Palo Alto Weekly. Esse movimento foi rapidamente seguido por outras publicações com o objetivo de garantir seu espaço nesse novo “terreno”, inclusive no Brasil, com o lançamento dos primeiros jornais online brasileiros, como o Jornal do Brasil, em 1995.

Menos de dez anos depois do lançamento das versões online dos jornais, era evidenciada outra tecnologia que se tornaria fonte de preocupações e expectativas para as empresas jornalísticas: o papel digital e os leitores digitais.

Esse movimento ficou registrado pelo lançamento de uma versão do periódico Los Angeles Times nessa plataforma. Apesar de não ser exatamente uma novidade, os equipamentos de acesso sem fio à Internet potencializaram a difusão e o uso dessa tecnologia.

A primeira demonstração bem sucedida de papel eletrônico (ou e-paper) foi feita no Centro de Pesquisas da Xerox, em Palo Alto, na década de 70. A tecnologia, conhecida pelo nome de Gyricon, usava pequenas esferas giratórias em um plástico com uma carga elétrica.

De lá para cá a evolução dessa tecnologia se deu de forma lenta mas inexorável. Há cerca de três anos, o mundo todo vem testando e discutindo tecnologias similares à do e-paper.

Produtos bem sucedidos, como o Kindle e o Sony Reader, conseguiram despertar o interesse dos consumidores e acelerar a popularização desses leitores digitais.

Um dos lançamentos mais “badalados” de 2010 foi o iPad, tablet desenvolvido pela Apple, que acabou criando uma outra categoria de aparelho, diferente dos leitores digitais. Uma das principais diferenças entre os tablets e os leitores digitais é a tela.

Os leitores digitais vêm buscando trabalhar com o conceito de tinta digital, enquanto os tablets usam a tecnologia de LCD, cujas vantagens são: já possuírem o recurso da cor e serem capazes de reproduzir imagens em alta definição.

Minha opinião é que ambas tecnologias (leitores digitais e tablets) ainda têm muito espaço para se desenvolver antes de se consolidarem como principal plataforma para distribuição de conteúdo jornalístico, lugar ainda ocupado pelo jornal impresso.

Fonte: Design de jornais impressos: a relação entre formato e usabilidade

2 comentários sobre “Breve histórico dos jornais eletrônicos

    1. Olá. Agradeço pelo feedback. Esses pontos negativos e positivos estão na dissertação que deu origem a esse post. Vou ver a melhor forma de complementar essa info. Obrigado

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