Usabilidade: uma breve conceituação

A usabilidade é definida como a percepção do usuário sobre a qualidade de um determinado produto, baseado na facilidade de uso, de aprendizado e reaprendizado, no quão intuitivo é o uso desse produto e na percepção utilitária que o usuário tem dele.

Trata-se da forma de um determinado produto ser utilizado por usuários específicos para atingir determinados objetivos, em um dado contexto de uso, com eficiência, eficácia e satisfação.

Os principais pesquisadores do assunto usabilidade definem essas três variáveis da usabilidade da seguinte forma:
• Eficácia: refere-se ao grau de sucesso no alcance de um determinado objetivo;
• Eficiência: refere-se à quantidade de esforço necessário para o alcance daquele objetivo;
• Satisfação: é o nível de conforto do usuário durante a realização da tarefa para alcance desses objetivos.

Há diversas maneiras de avaliar a usabilidade de produtos, de acordo com os objetivos que se busca atender em cada um dos testes. Os testes que visam medir a performance dos produtos, principalmente sua eficiência e eficácia, precisam de uma quantidade relevante de usuários, pelo menos vinte, para que haja relevância estatística.

Existem dois estudos, realizados por pesquisadores diferentes, que demonstram que a realização de testes de usabilidade com apenas quatro ou cinco participantes permite identificar cerca de 80% dos problemas.

Esse modelo de testes traz os seguintes benefícios:
• Permite que testes de usabilidade sejam incorporados ao desenvolvimento de produtos a baixo custo;
• Permite também que estes testes sejam feitos sem afetar o tempo de desenvolvimento dos produtos;
• Os testes podem ser feitos no início e regularmente durante o projeto, permitindo que as descobertas sejam incorporadas ao produto a custo baixo e enquanto o produto ainda está em desenvolvimento;
• Esse método de testes de usabilidade com poucos usuários permite que as empresas mudem, de forma simples, seu ciclo de desenvolvimento de produtos para processos centrados no usuário.

Esse método tornou-se amplamente aceitável, mas deve ser entendido como um “teste para diagnóstico” e não como uma “avaliação de performance”. Como mencionado anteriormente, quando o objetivo é comparar produtos similares, faz-se necessário o uso de uma quantidade maior de registros para que o teste possa ser considerado estatístico e paramétrico. Há diversos protocolos disponíveis para testes, de acordo com o tipo de produto e objetivo do teste.

É possível estimar os benefícios de se utilizarem testes de usabilidade por meio do cálculo dos custos de não se fazer os testes. Exemplos de benefícios que podem ser quantificados são: redução do tempo de treinamento, redução das chamadas para suporte, redução da manutenção do produto, melhor aceitação no mercado, maior satisfação e maior produtividade no desenvolvimento de novos produtos, já que as equipes de criação aprendem cada vez mais sobre usabilidade através dos testes realizados.

Apesar de todos os métodos desenvolvidos e dos benefícios comprovados para a realização de testes de usabilidade, ainda é comum profissionais da área se basearem muito mais em suas próprias experiências para desenvolver seus produtos.

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