Explicações sobre a queda de circulação dos jornais americanos

Acho que não é novidade para vocês que os jornais americanos vêm perdendo circulação sistematicamente. As explicações, porém, é que muitas vezes não são muito convincentes ou parecem simplistas demais.

A situação atual dos jornais impressos americanos não parece tão ruim quando olhamos as coisas em perspectiva. Não quero dizer que não exista uma crise lá, mas talvez essa crise não indique o fim dos jornais impressos como alguns estão afirmando.

Os EUA têm atualmente pouco mais de 300 milhões de habitantes com uma circulação média diária de quase 45 milhões de exemplares. Isso dá uma relação de 0,15 jornal por habitante.

Quando olhamos para o Brasil vemos uma população de quase 200 milhões e uma circulação média de aproximadamente 9 milhões de jornais. Isso nos deixa com uma relação pouco maior do que 0,04 jornal por habitante.

A circulação de jornais nos EUA cai ano após ano, desde 2003. Aqui no Brasil acontece o fenômeno oposto, de crescimento constante (exceto em 2009) da circulação de jornais. Apesar dos altos e baixos dos jornais brasileiros, a circulação cresceu quase 30% na última década.

Ainda assim o mercado “otimista” de jornais no Brasil ainda é três vezes menor que o americano. Vale a pena, para nós, aprendermos com o que vem acontecendo lá.

As principais razões para queda de circulação dos jornais americanos, segundo relatório setorial referente a 2010 são:

  1. A óbvia migração de leitores, principalmente jovens, para as plataformas digitais;
  2. Corte de tiragem para regiões onde é muito caro distribuir;
  3. Redução do esforço de venda, basicamente por dois motivos: redução de despesas com vendas e nova lei de impede setores de telemarketing de ligar para pessoas não interessadas;
  4. Aumento de preços de capa e de assinaturas, que melhoraram a margem mas pioraram as vendas;
  5. Crise econômica: os EUA estão tendo muita dificuldade em sair dessa recessão;
  6. Jornais “magrinhos”, que não trazem conteúdo esperado pelos leitores.

O Wall Street Journal se tornou o maior jornal americano em circulação, ultrapassando o USA Today, com pouco mais de 2 milhões de cópias.

A situação realmente não é das melhores, principalmente se compararmos com o passado, mas vamos combinar que ninguém precisa se “descabelar” por causa disso, ok?

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