Algumas explicações sobre porque o iPad é mais fraco do que se especulava (2 de 2)

Veja no link a parte 1 desse tema.

O iPad parece ser a grande aposta da Apple para concorrer no mercado de leitores digitais. Acho que existem grandes problemas no produto para que isso realmente aconteça. O principal deles é que a tela do iPad emite luz como qualquer outra tela de computador, o que pode causar problemas para leituras por longos períodos.

Os leitores digitais como o Kindle contam o conceito de “tinta digital”, que não tem emissão de luz e portanto agridem menos a visão. “No futuro, quando os tablets conseguirem prover essa “sensação” de leitura adequada, provavelmente eles conseguirão tirar mercado dos leitores, mas, até lá, é bem provável que Amazon, Sony e outros fabricantes já tenham adicionado funcionalidades aos seus produtos.” – afirma o site IT Web. Sem contar o fato de que o peso do aparelho não permite que ele seja manuseado com apenas uma mão, de acordo com o post publicado pelo SFNBlog.

Outro problema que ficou claro durante o lançamento é a falta de aplicativos, uma vez que aqueles desenvolvidos para iPhone deverão ser ajustados para rodar corretamente no iPad. “Foram notáveis a ausência de uma loja de aplicativos própria e a necessidade de o desenvolvedor reescrever seu aplicativo para rodar no iPad.” – lembra o Portal Exame.

Porém, alguns especialistas afirmam que esse tablet irá roubar bastante espaço do Kindle. É o caso de Fred Vogelstein, escritor da Wired, que afirma que eles custam a mesma coisa mas o iPad faz muito mais que seu concorrente, podendo substituir até mesmo um laptop.

Executivos de jornais e revistas estão ansiosos por oportunidades de voltar a gerar receitas como antigamente, principalmente nos EUA. Todavia, apesar de já trazer um aplicativo do New York Times, a equipe de desenvolvimento da Apple não investiu muito tempo no desenvolvimento de jornais e revistas digitais. O foco deles, conforme descrito pelo SFNBlog, foi trabalhar em aplicativos de produtividade, redes sociais e outros conteúdos não tradicionais.

O jornalista Alan Mutter acredita que o novo aparelho da Apple não conseguirá manter o nível que foi criado pela expectativa pré-lançamento. Mas ele afirma que as empresas que geram conteúdo jornalístico já estão atrasadas em relação a esse lançamento. Segundo Mutter, o nível de interação que será atingido, com esse e outros produtos que virão em seguida, será bem mais alto do que é hoje.

“O iPad é também um marco da convergência, que editoras de livros, revistas e jornais, além de estúdios de cinema e emissoras de televisão, esperam que possa esquentar a distribuição digital – e paga – de seu conteúdo, assim como o iPod o fez com a música.” – explica o site da IstoÉ Dinheiro.

De forma nenhuma eu quero dizer que achei o novo produto da Apple uma porcaria, só não concordo com que acredita que ele será uma revolução. É uma evolução (e das boas) mas absolutamente previsível, diferente do que a Apple fez recentemente. Não sei se compraria, a não ser que descubra alguma utilidade para ele diferente de todas essas que já vi até o momento.

E você, o que achou do iPad? Acha que ele vai revolucionar o mercado de leitores digitais? Compraria um desses se tivesse a oportunidade? Deixe seu comentário aqui embaixo.

Fontes: IT Web, Portal Exame, Apple, Reflections of a Newsosaur, SFNBlog e IstoÉ Dinheiro.

2 comentários sobre “Algumas explicações sobre porque o iPad é mais fraco do que se especulava (2 de 2)

  1. Tem uma coisa sobre o iPad que eu ainda não entendi, muita gente fala nesse equipamento como uma "tablet" mas parece que não tem as mesmas funções das tablets tradicionais do mercado, como as da Wacom, com uma caneta, niveis de pressão, etc.O iPad, de fato, desempenha essas funções? ou não?

  2. Ramon,O iPad não tem muito a ver com os 'tablets' que estávamos acostumados a ver por aí. A principal, e talvez única, semelhança entre eles é a superfície sensível ao toque. A grande diferença é que o iPad não precisa estar conectado a um computador para funcionar, pois a própria superfície faz o papel do monitor do computador. Ele na verdade é um computador, sem teclado nem mouse, e com tela sensível ao toque.Espero ter conseguido responder a sua dúvida.Forte abraço.

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